Hoje foi um dia conturbado, saí muito cedo de casa para ir na faculdade. Pretendia resolver tudo por lá e vir almoçar em casa. Mas bem na hora que estava quase no caminho de casa, eu senti o CHEIRO, ele mesmo aquele cheirinho que remete à infancia, literalmente fui seguindo o cheirinho. Quando "acordei" estava na porta de um restaurante muito simpático dentro do Campus. Já tinha ido nesse lugar algumas outras vezes, mas sempre comendo saladas e verduras, carro chefe da casa. Mas hoje especialmente, o cheiro estava lá, absolutamente inebriante, me chamando e não me deixando ir embora daquele lugar. Não teve jeito, com carinho, e salivando bastante, peguei a bandeja, coloquei o prato e lentamente fui passando por todas as outras opções que estavam ali disponíveis, mas que na minha frente apenas passavam em tons de cinza. Nada naquele momento parecia importar. Uma concha de feijão mulatinho e arroz. E pronto. Esse não era um feijão qualquer, era igual ao da minha casa, igual ao da minha mãe. Apenas a linguiça calabresa, louro e sal. E só (apesar dos protestos de meu pai para colocar mais carnes no feijão). Aquele caldo espesso que gruda no arroz e hummmm....Enquanto comia ia me lembrando de várias cenas da hora do almoço na minha casa, especialmente nos dias de sábado, que era o dia do feijão. Meu pai dizendo que minha mãe fazia falsa feijoada, ela dizendo que assim era melhor para a saúde dele e de todos nós (assim é melhor, não tem um pingo de gordura! é a frase dela). Nossa que saudade! Já tem quase 5 anos que moro longe da minha família. A gente sempre foi muito unido e a hora da refeição, especialmente o almoço de sábado era aquele onde colocávamos as novidades em dia, onde ríamos das situações que tínhamos vivido naquela semana, enfim, era o nosso momento família. Momento feijão mulatinho com arroz sem um pingo de gordura!
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